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Blumenau tem mais de 150 ocupações irregulares

(13/07/2017)

(Diário Catarinense)

Blumenau tem mais de 150 assentamentos precários, aqueles em que a população foi construindo casas irregularmente e, por isso mesmo, não dispõe de infraestrutura urbana e nem da posse do imóvel. Desses, apenas 55 estão mapeados pela prefeitura. Dos 55, 17 foram considerados zonas especiais de interesse social e apenas sete têm projetos de regularização fundiária formatados, que abrangem 1,1 mil lotes. Os números escancaram um problema social que costumeiramente se esconde na periferia da cidade.

Os dados serão apresentados hoje pelo secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Juliano Gonçalves, na primeira reunião da Frente Parlamentar criada na Câmara Municipal para acompanhar os trabalhos desenvolvidos na área. A ideia é aproximar os poderes e criar um esquema de trabalho técnico e legal para enfrentar o problema, regularizando o que for possível, dando opções de moradia socialmente viáveis para os que deverão deixar as áreas e inibir o surgimento de novo assentamentos irregulares.

- A situação é bastante complexa e preocupante. Precisamos fazer o enfrentamento definitivo - avalia Gonçalves.

Agilidade é necessária. Só no Horto Florestal, uma das sete áreas contempladas com projeto, foram mais de 20 anos de trabalho que agora está sendo concluído. A área foi ocupada depois da enchente de 1983. Nesse ritmo, o problema só vai crescer!

 

Por que o consórcio está sobrevivendo nessa turbulência da economia?

(Paranashop)

Entre janeiro e maio de 2017, as vendas de consórcios cresceram 7,8%, em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados esta semana pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). No setor imobiliário, a venda de novas cotas aumentou 12,7% e o valor de créditos comercializados subiu 32,7%, comparativamente.

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (10 de julho) pelo SPC Brasil revelou que 80% dos brasileiros fizeram cortes no orçamento no primeiro semestre de 2017, em virtude das oscilações da economia e do desemprego. Mesmo com esse cenário, o setor de consórcios manteve a curva de crescimento. Os principais motivos são a facilidade de obtenção de crédito e as taxas menores, em comparação ao financiamento.

A bancária Solange Galbiati é um bom exemplo disso. Ela comprou um terreno e construiu a casa com cartas de crédito de consórcio imobiliário. "Os custos de uma obra são imprevisíveis e por isso preferi utilizar cotas de consórcio para suprir as necessidades que apareciam", comenta. Ao todo, foram sete cartas de crédito utilizadas para finalizar a obra, que durou um ano e meio. "Se dependesse da burocracia e restrições do financiamento, talvez eu ainda não estivesse morando na minha casa", destaca.

A Ademilar, primeira empresa do Brasil a trabalhar especificamente com consórcio imobiliário, acompanha o crescimento registrado pela ABAC. No primeiro semestre de 2017, a empresa, que atua na região Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, registrou recorde de vendas, com aumento de 21% nos créditos comercializados, em comparação ao mesmo período de 2016.

De acordo com a diretora-superintendente da Ademilar, Tatiana Schuchovsky Reichmann, o consórcio está cada vez mais consolidado como uma forma inteligente de investimento. "Estamos há 25 anos no mercado e a cada ano registramos um crescimento maior. Somente nesse semestre foram mais de R$ 168 milhões de créditos comercializados. Isso demonstra a confiança do consumidor em investir na modalidade, mesmo em um período turbulento", analisa.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, complementa: "o consórcio contribui na gestão das finanças pessoais e na consequente formação da cidadania financeira do consumidor".