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Condições do mercado imobiliário melhoraram no 3T17

(06/12/2017)

(Investimentos e Notícias)

De acordo com informações de empresas associadas à Abrainc, os resultados consolidados do 3º trimestre de 2017 apontam crescimento expressivo os lançamentos (+46,1%) e nas vendas (+8,2%) de imóveis novos, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, os resultados do trimestre encerrado no mês de setembro reforçam a trajetória positiva da incorporação imobiliária em 2017, contribuindo para o aumento de 12,1% das unidades lançadas e de 2,8% nas unidades vendidas, na comparação com o período janeiro-setembro de 2016. Finalmente, considerando o horizonte dos últimos 12 meses, os lançamentos de imóveis novos registraram alta de 11,7%, enquanto as vendas avançaram 2,6% na comparação com o período anterior.

Pela ótica por segmento, ainda é possível constatar diferenças no desempenho recente dos empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) e dos empreendimentos residenciais vinculados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). De um lado, embora os lançamentos residenciais de médio e alto padrão tenham se mantido praticamente estáveis no somatório dos últimos 12 meses (+0,1%), as vendas do segmento ainda acumulam queda de 11,6% em relação ao período precedente. Tal quadro contrasta com os números positivos registrados pelos empreendimentos do programa MCMV, que incluem tanto o aumento no volume de lançamentos (+16,9%) quanto nas vendas (+23,8%) de unidades nos últimos 12 meses, em comparação ao período anterior.

Considerando todos os segmentos, foram contabilizados 36,3 mil distratos nos últimos 12 meses, o equivalente a 34,5% das vendas de imóveis novos. No mesmo período, a relação entre distratos e vendas do segmento MAP foi de 44,8% enquanto esse percentual foi de 19,4% entre empreendimentos MCMV.

Levando-se em conta a safra de lançamentos mais antiga na série histórica (1º trimestre de 2014), a proporção de distratos entre as unidades vendidas do segmento MAP é de 33,6%, percentual que supera o registrado para a mesma safra de empreendimentos do programa MCMV (20,7%).

Por outro lado, na comparação com o trimestre anterior, houve melhorias em indicadores do ambiente macro, demanda e crédito imobiliário. Segundo informações do Radar Abrainc-Fipe, as condições gerais do mercado imobiliário melhoraram no terceiro trimestre de 2017, com nota média de 4,1 na escala entre 0 (menos favorável) a 10 (mais favorável). O resultado destaca o avanço de 0,5 ponto no comparativo com o trimestre anterior (junho/2017); avanço de 1,5 ponto frente à nota geral ao final de 2016 (dezembro/2016); e avanço de 1,5 ponto na comparação com a pontuação registrada há 12 meses (setembro/2016).

Neste sentido, a trajetória reforça os sinais de recuperação observados ao longo do primeiro e segundo trimestres deste ano, com melhorias observadas em todas as dimensões e em quase todos os indicadores. Contudo, é necessário salientar que a recomposição de condições favoráveis vividas pelo mercado entre 2010 e 2014 ainda exige melhorias em diversos indicadores monitorados pelo Radar Abrainc-Fipe, dentre os quais vale ressaltar: emprego, massa salarial e atratividade do financiamento imobiliário.

 

Reaquecimento no mercado imobiliário do DF reduz oferta no estoque de imóveis novos legais em 38%

(EXAME)

O mercado imobiliário nos principais centros urbanos do país vem mostrado reaquecimento nos últimos meses e reduziu a oferta de imóveis residenciais novos. Em levantamento feito pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do DF (ADEMI-DF), Brasília registrou redução de estoque de 37,94%. Em setembro de 2016 eram 8,7 mil apartamentos enquanto no mesmo período deste ano o estoque chegou a quase 5,5 mil unidades.

"O Distrito Federal tem três milhões de habitantes e a oferta de unidades novas legalizadas é baixíssima para a expressiva demanda que temos. A consequência da lei da oferta e procura acaba por encarecer os produtos", avalia o diretor de marketing da Associação, Marco Antônio Demartini. Hoje, são comerciáveis apenas 5.170 unidades residenciais na cidade.

Seguindo a tendência nacional, o estoque de imóveis novos na cidade de São Paulo caiu 21,5% em setembro, se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo o Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário. Em números redondos, a diferença entre os dois períodos é de 5,2 mil unidades vendidas (em setembro de 2016 foram 24,4 mil, já em 2017 foram 19,2 mil unidades). Comparando os dados da capital paulista com Brasília, o número de ofertas no Distrito Federal caiu 77% a mais.

A retração no número de lançamentos se deve, além da crise econômica, ao fato de que a legislação e as lacunas nas regras normativas geram dificuldades para que as construtoras estruturem mais projetos de empreendimentos. A consequência é que a oferta de imóveis tem caído ao longo dos anos e há baixa de unidades para movimentar o mercado.