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Novas tecnologias auxiliam serviços na construção civil

(15/01/2018)

(G1)

Uma trena que mede a distância sozinha e totalmente digital, e máquinas que enviam informações para o celular. Este é novo cenário da construção civil e que tem ganhado cada vez mais espaço nas obras, segundo empresários. De acordo com eles, com a ajuda da tecnologia, os serviços são realizados de forma mais rápida.

O gesseiro Diego Rodrigues Nogueira, de Itapetininga (SP), conta que com a tecnologia conseguiu agilizar seu serviço. Antes tinha que ficar com a trena para não errar nenhum centímetro, agora, em questão de minutos, consegue medir uma área grande com precisão usando trena digital.

"Por ainda ter uma empresa pequena, eu como proprietário tenho que executar várias funções. Tem que fazer o orçamento, compra do material, execução do serviço e receber. Então precisava otimizar o tempo o máximo possível. Esse equipamento, no meu caso, foi excelente", explica.

"Percebi que precisava desse equipamento quando fui medir uma obra em um condomínio de tamanho considerável e levei três horas para tirar a medida. Com a trena elétrica, levaria 20 minutos para fazer o mesmo serviço", afirma.

De acordo com o construtor Daniel Rodrigues, que trabalha no setor da construção civil há 25 anos, muitos equipamentos vieram para agilizar e proporcionar mais qualidade de vida aos funcionários.

"Judia do corpo ficar batendo uma marreta o dia todo. Chega a tarde e você está quebrado. Agora está bem mais fácil. Vale muito a pena, porque você está economizando tempo", explica.

Segundo o consultor de vendas Luciano Cunha, os equipamentos digitais custam mais caros, mas eles devem ser vistos como um investimento e não como um custo, pois são produtos que podem durar bastante.

"Não temos como medir a vida útil dos equipamentos, pois o retorno de problemas no período de garantia é muito baixo", afirma.

 

Mercado imobiliário do Grande ABC tem chamado a atenção de investidores

(segs)

Um dos motivos foram os lançamentos de imóveis menores, com até 70m²

Mesmo que diversos setores no país tenham sofrido com a crise econômica, o mercado imobiliário do Grande ABC tem ensaiado uma leve recuperação, apresentando já no segundo semestre de 2017, bons resultados em vendas e lançamentos, principalmente nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano.

Na primeira cidade, por exemplo, um dos motivos que pode ter aquecido esse mercado e ter feito com que novos clientes tenham sido atraídos para a região é a consolidação da tendência de imóveis compactos. Segundo dados da pesquisa da VivaReal, o município teve o maior número de lançamentos de imóveis desse padrão, comparado com as outras duas cidades.

Foram cerca de 82 empreendimentos e 5.386 unidades lançadas na cidade de Santo André e, cerca de 79,4% desses apartamentos medindo até 70m², com um ou dois dormitórios.

Uma das empresas que está alavancando os dados para cima é a incorporadora Braido Ceceli, que notou a demanda de construir imóveis menores na cidade. "Nós observamos bastante o mercado, tanto em tempo de crise, quanto o comportamento do consumidor e avaliamos que faltava esse tipo de apartamento aqui, então decidimos levar esse projeto à diante, com alguns diferenciais para o nosso público", afirma Amauri Ceceli, diretor executivo da Braido Ceceli.

O Touch Studio chamou a atenção de novos clientes e teve sucesso em vendas, afinal, em menos de dois meses cerca de 80% das unidades disponíveis já haviam sido vendidas, isso porque além do formato studio (com metragens menores e cômodos integrados), ele também possui o conceito de ambientes e objetos compartilhados.

"Esse conceito e as tecnologias que oferecemos também é um atrativo para quem deseja comprar um imóvel em Santo André, entre outros exemplos como lavanderia de uso comum, bicicletas, ferramentas, além de horta, fechaduras com biometrias e outras facilidades", explica Ceceli.

Já em São Caetano, o que tem atraído investidores e compradores para a região, são os dados que a cidade reúne, entre eles, o melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país e o PIB per capita de R$102,7 mil (a média nacional é de R$30,4 mil, uma diferença 72,3 mil).

O bom resultado faz subir o preço por metro quadrado da cidade, segundo o estudo da VivaReal, em outubro o m² mais caro entre as três cidades era em São Caetano, valendo R$5.769, já em Santo André o valor é de R$4.762 e São Bernardo R$4.571.