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Há poupança, mas cai volume de crédito imobiliário

(09/02/2018)

(ESTADÃO)

Crucial para o mercado de imóveis, o crédito imobiliário contratado com recursos das cadernetas de poupança caiu de R$ 46,61 bilhões em 2016 para R$ 43,15 bilhões em 2017 no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Na comparação entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017, a queda foi de 31,6% - de R$ 5,38 bilhões para R$ 3,68 bilhões, segundo o boletim mensal da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O forte recuo de dezembro se deveu, em especial, à redução dos volumes habituais financiados pela Caixa Econômica Federal (CEF), maior agente de crédito imobiliário do País, às voltas com dificuldades de capitalização.

A diminuição dos montantes financiados contrasta com a elevação dos depósitos de poupança, que se recuperaram em 2017 e atingiram o saldo de R$ 563,7 bilhões, 9,3% superior ao de dezembro de 2016.

Caiu o volume de empréstimos e também o número de imóveis financiados - de 199,69 mil em 2016 para 175,62 mil em 2017. Foi o quarto ano consecutivo de queda. O patamar mais alto foi registrado em 2013, com o financiamento de 529,79 mil moradias pelo SBPE e um volume de crédito de R$ 109,2 bilhões.

Os indicadores do financiamento mostram a intensidade da crise do mercado imobiliário nos últimos anos, marcada pela queda real dos preços dos imóveis. Só nos últimos meses de 2017 houve sinais de recuperação do mercado de imóveis usados e, ao mesmo tempo, tendência de estabilização de preços. Medidos pelo índice IGMI-R, da Abecip, os preços nominais de imóveis nas nove principais cidades do País caíram 0,6% em 2017, mas subiram 0,24% em dezembro.

Mantidas as condições econômicas favoráveis (inflação contida, Selic de cerca de 7% ao ano e retomada do emprego e do PIB), a Abecip projeta um crescimento do volume de crédito do SBPE de 10% em 2018 e de 15% se incluído o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em 2017, caiu não só o volume de empréstimos concedidos com base na poupança, mas também o do FGTS (-15,5%).

A recessão de 2014/2016 atingiu o volume de crédito imobiliário sem agravar a inadimplência. Operando com garantias elevadas (em média, o valor do financiamento é de apenas 56% do valor do imóvel), o risco dos empréstimos é considerado baixo pelos bancos.

 

Mercado imobiliário está aquecido na Grande Florianópolis

(IMOFLORIPA)

Com mais imóveis para a venda e locação na região, consumidor tem a chance de equiparar preços e encontrar exatamente o que procura.

Quem passa pelas ruas da Grande Florianópolis pode constatar o crescimento na oferta de imóveis. A quantidade de prédios novos impressiona até mesmo quem atua há anos no segmento. O diretor da Ibagy Imóveis, Leandro Ibagy, que trabalha no setor desde 1980, diz que pela primeira vez a imobiliária tem mil imóveis disponíveis para locação ou venda nas cidades da região.

- Este momento singular no mercado imobiliário é importante para estabilizar os preços e favorecer o locatário, que poderá encontrar imóveis que atendam exatamente àquilo que está procurando - explica.

Levantamento da Rede de Locações Catarinense nas 16 maiores cidades do Estado retrata essa realidade. Houve um aumento de 21% na oferta de imóveis nos últimos 12 meses. A demanda não ficou para trás e registrou um acréscimo de 17,5%. Ele explica que os números demonstram estabilidade do setor e dos valores do aluguel.

- O aumento no aluguel no último ano ficou em torno de 7%. Em alguns casos, como das salas comerciais, o preço nem acompanhou o índice de inflação e se manteve estável.

Para o gerente comercial da Dalton Andrade, Eduardo Bortolato, esse crescimento na oferta de imóveis trouxe resultados positivos para a imobiliária, com crescimento de 60% no volume de vendas no primeiro quadrimestre. O maior percentual de vendas e locações de imóveis ainda é para a região central de Florianópolis, porém, o Norte da Ilha e a região continental tiveram incremento.

Quem também comemora o aquecimento do mercado imobiliário é o advogado Paulo Freitas, que adquiriu imóveis para locação na Capital. Segundo ele, trata-se de um investimento para o futuro, pois há muita valorização em Florianópolis. Atualmente todos os seus imóveis estão alugados. O último que vagou demorou cerca de 15 dias para ter um novo locatário.

- A alteração na lei de locações trouxe mais segurança para o locador em relação ao inadimplente, o que contribuiu para o aumento da atividade - diz Freitas.

Imobiliária deve reforçar quadro de funcionários

O gerente comercial da Giacomelli, Marcelo Bonassis, afirma que o volume de locações aumentou de 10% a 15% neste quadrimestre em relação ao mesmo período de 2012. E a expectativa é de que o crescimento seja ainda maior no restante do ano.

- Estamos aumentando o quadro de corretores para atender à demanda. Talvez tenhamos de duplicar o número de profissionais - afirma.

O que está em alta

  • Apartamentos de dois dormitórios
  • Há grande oferta e procura por salas comerciais de até 50 metros quadrados
  • A demanda por salas comerciais maiores, de até 150 metros quadrados, está em ascensão
  • Os bairros mais requisitados são Centro, Trindade (e demais bairros que cercam a Universidade Federal de Santa Catarina) e Itacorubi
  • João Paulo, Coqueiros, Estreito, Balneário e Kobrasol (São José) têm procura crescente.
  • A hora é de negociar. Com grande oferta de imóveis para comprar e alugar, o consumidor tem mais possibilidade de negociar valores e descontos.
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