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Construção civil projeta recuperação em 2018

(14/05/2018)

Um dos setores produtivos mais importantes do Brasil é a construção civil. Gera emprego e renda - só em Santa Catarina estão 4,3% dos trabalhadores do setor no país. A cadeia produtiva do segmento sofreu profundamente os impactos da crise econômica dos últimos anos. Por outro lado, para 2018, as projeções estão mais animadoras - segundo estudo realizado pela FIESC, estima-se um crescimento de 3,3%. O panorama positivo irá nortear as discussões em torno do futuro do setor no 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção - ENIC, de 16 a 18 de maio, no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Florianópolis (SC).

O custo de obras paralisadas, o desenvolvimento sustentável do setor, o futuro da indústria da construção e a apresentação do Construtech Ventures - primeiro fundo de investimentos do Brasil focado na cadeia construtiva, que estimula a criação de startups - são alguns dos temas que farão parte dos debates do Encontro.

Um dos destaques do evento é a participação do Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, que irá se pronunciar sobre a ?Eficiência na fiscalização e controle' - que faz parte do debate sobre a ?Segurança jurídica: pilar para o desenvolvimento da infraestrutura', tema de relevância para empresários e profissionais do setor da construção civil.

Reconstrução do setor em 2018

Este ano já apresenta um crescimento na receita de vendas da construção civil, que aumentou 1,6% em fevereiro. Em 2017, o saldo foi negativo, com variação de -1,1%. No primeiro trimestre de 2018, o valor das vendas já alcançou R$144 milhões. O número de contratações está alinhado ao reaquecimento do setor no mercado - o saldo acumulado em 2018 é de mais de 2 mil novos postos de trabalho no setor em Santa Catarina.

Programação técnica

A 90ª edição do ENIC será realizada em três dias, distribuídos em painéis apresentados por convidados que são referência no segmento, e nas reuniões das Comissões Técnicas e Fóruns. Diversões assuntos estarão na pauta do Encontro, que espera receber mais de 1.500 participantes entre empresários, profissionais e estudantes do setor.

O evento é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Associação dos Sindicatos da Indústria da Construção Civil do Estado de Santa Catarina - ASICc-SC, sendo o principal evento nacional do calendário do setor. "Debater a inovação e a tecnologia na construção civil é imprescindível para estimular a retomada do crescimento deste segmento, que também é um indicativo de recuperação da economia", avalia o presidente da ASICc-SC e do ENIC 2018, Marco Aurélio Alberton.

As inscrições para o ENIC 2018 podem ser feitas até o dia 11 de maio. Após esta data, estarão sujeitas a disponibilidade de vagas e poderão ser realizadas somente no local do evento. Mais informações ou outras solicitações podem ser obtidas pelo e-mail enic2018@attitudepromo.com.br ou pelo telefone (48) 3047-7600.

Agende-se

O que: 90º Encontro Nacional da Indústria da Construção - ENIC

Quando: 16 a 18 de maio de 2018

Onde: Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira

Informações: http://cbic.org.br/enic/

 

Mercado imobiliário: vale mais a pena comprar ou alugar?

(Notícias ao Minuto)

Para saber a resposta, o comprador tem que fazer uma simulação rápida, de acordo com um educador financeiro

O sonho da casa própria para muitos brasileiros pareceu um pouco distante após anos de recessão econômica no país. O cenário atualmente é outro, segundo especialistas. No entanto, como todo investimento, há os prós e os contras. Mas será que a época é favorável para aqueles que desejam comprar um apartamento? E o que deve valer mais a pena: adquirir um imóvel ou alugar?

A famosa bolha imobiliária não está tão grande como há alguns anos. O setor começa a ganhar forças mais uma vez. Projeções da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança apontam que a oferta para financiar um imóvel deve crescer aproximadamente 20% em 2018, conforme o G1.

Graças à redução da taxa básica de juros, o educador financeiro Reinaldo Domingos comentou que o resultado pode aliviar o bolso do consumidor, que terá parcelas mais baratas. Para o coordenador da graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Fipecafi, George Sales, o momento é oportuno para adquirir um imóvel.

Segundo ele, duas razões aparecem como facilitadoras: preços mais baixos e crédito barato. Na primeira, avaliou, de acordo com o índice Fipe/Zap, houve queda média de 0,5% em 20 grandes regiões. Já no segundo quesito, Sales comentou que o interessado em comprar um apartamento terá os mesmos benefícios dos 35 anos para financiamento. Outro aliado, pontuou, é o juro básico de 6,75%.

Apesar das condições para a aquisição da casa própria, Sales faz alertas. "Dependendo da situação financeira de quem quiser comprar o imóvel, poderá não conseguir financiamento", disse, acrescentando sobre a parcela do financiamento e se vale a pena comprar ou viver de aluguel.

Para saber qual opção seria mais viável, o educador financeiro Domingos recomendou que famílias façam uma simulação básica. "Se, por exemplo, você paga R$ 1 mil de aluguel e o valor da prestação for R$ 1 mil, não tenho dúvida, faça o financiamento. Se você estiver morando numa casa cujo aluguel é R$ 1 mil, mas o financiamento dessa mesma casa for, por exemplo, três vezes mais o valor do financiamento, aí você tem que pensar. Porque, às vezes, morar de aluguel faz muito mais sentido", explicou.