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Jovens conquistam a casa própria

(15/05/2018)

(G1)

Houve um tempo em que comprar um imóvel era um sonho acalentado durante muitos anos até virar uma realidade. Financiamentos restritivos e cheios de exigências tornavam difícil realizar o desejo de ter o imóvel, principalmente para os jovens.

Mas agora a realidade é outra. O mercado imobiliário está cheio de oportunidades para os jovens e pessoas de qualquer idade investirem em seu próprio imóvel.

A nutricionista Manoela Ferraz Botelho, 24 anos, acaba de comprar um imóvel comercial na torre leste do Praia da Costa Office. "Aluguel é dinheiro perdido. Comprei como uma forma de investimento para o futuro e também para usar como consultório", revela ela, que está dando os toques finais para ocupar a sala.

Manoela aproveita para fazer seu investimento. "A crise fez com que aumentassem os descontos e promoções. É um bom momento para fazer negócio", avalia.

A operadora de vendas do Grupo Sá Cavalcante Natália Lima atribui a facilidade para comprar à queda da taxa de juros. Ela diz ainda que no primeiro trimestre deste ano o mercado está bem mais aquecido. "Agora, pessoas com renda menor podem encontrar sua forma de financiamento também", destaca.

Financiamento

Natália explica que o financiamento pode ser feito tanto com os bancos como diretamente com a construtora, que parcela o imóvel em até 120 meses. As oportunidades, segundo ela, estão boas para jovens e também para servidores públicos, que têm taxas diferenciadas e vantagens oferecidas no financiamento.

A operadora de vendas diz que está havendo muita procura por salas no Centro Empresarial Shopping Praia da Costa Office, em Vila Velha. "Lá tem ótimas oportunidades", frisa.

Outro que apostou na compra de um imóvel foi o militar do Exército Rodrigo Garros, 36 anos. Ele é gaúcho e se mudou para o Espírito Santo a trabalho há um ano.

O militar comprou, em fevereiro deste ano, um imóvel residencial do grupo Sá Cavalcante na Praia de Itaparica. "É um investimento sólido, seguro, e que só se valoriza", afirma ele, que se prepara para ocupar o tão sonhado apartamento.

Garros acredita que com a queda na taxa de juros, a hora de comprar um imóvel é agora. "Pra mim é a realização de um sonho", comemora.

 

'Tijolos' de isopor tornam imóveis mais arejados e diminuem ruídos

(G1)

Segundo a empreendedora Dayana Almeida, a proposta também não produz resíduos, já que blocos são colados. Cinco casas deste com o modelo diferenciado de tijolo estão sendo construídas em Rio Preto (SP).

Não é novidade que o noroeste paulista é conhecido pelas altas temperaturas e, para criar ambientes mais arejados, cinco casas estão sendo construídas com blocos de concreto "recheados" com isopor, em São José do Rio Preto (SP).

De acordo com a empreendedora Dayana Almeida, a proposta torna o ambiente termo-acústico, ou seja, mais arejado e com menos ruídos externos. O método também não produz resíduos, já que os blocos são colados e não utilizam argamassa como no caso da construção de uma casa com um tijolo comum.

"O bloco é de um metro e equivale a sete blocos de cerâmica, o que traz praticidade e não causa sujeira. O isopor também veda a umidade e a acústica e a praticidade é grande porque os blocos são colados com cola polimérica, então não há o uso de betoneira na obra", explica Dayana em entrevista ao G1.

As casas serão construídas no bairro Menezes e o alicerce é comum, igual aos das casas com tijolos tradicionais. No entanto, a empreendedora garante que é possível levantar as paredes de uma casa feita com os blocos de concreto e isopor em quatro dias.

"É muito mais fácil construir porque economizamos uma pessoa, já que não há o uso de argamassa. São dois serventes e um pedreiro, enquanto um passa a cola, os outros colocam o bloco. É tudo muito rápido. Por exemplo, em uma casa feita em 40 dias, nós conseguimos entregar em uma semana. A economia com a mão de obra é reduzida ao final da obra."

Já em relação aos blocos, Dayana afirma que é praticamente o mesmo valor da construção com tijolos tradicionais.

"Para mim, a principal vantagem é a temperatura. Só de chegar em uma casa arejada no noroeste paulista é maravilhoso. Os proprietários da franquia são de Rio Preto, conheceram o produto em Minas Gerais e trouxeram a franquia pra cá justamente por conta da temperatura daqui."

Dayana conta que a ideia surgiu quando adoeceu e teve de ficar de repouso. Uma amiga estava na Europa e começou a mandar fotos das estruturas diferenciadas dos imóveis.

"Lá a parede é colocada inteira por um caminhão muck. Eu achei a ideia interessante e decidi estudar e adaptar para implantar no Brasil", lembra. "Hoje já temos casas construídas com os blocos em Minas Gerais, na África, Estados Unidos e agora em São José do Rio Preto (SP)", conclui.