Notícias

2.º Feimóveis/Caixa dá 'start' hoje

(25/05/2018)

(JCNET)

Consumidores à procura do imóvel próprio ou em busca de investimentos no mercado imobiliário terão um grande aliado para fechar negócio neste final de semana. É que nesta sexta-feira (25), a partir das 19h, o Bauru Shopping recebe o Feimóveis/Caixa 2018.

O evento, com entrada franca, é considerado uma das maiores feiras do setor na região central do Estado e reunirá 22 empresas expositoras, entre imobiliárias, construtoras e incorporadoras, que, juntas, disponibilizarão mais de 2 mil imóveis novos e também de terceiros. São casas, apartamentos, terrenos em condomínios e nos bairros da cidade, que serão comercializados em condições especiais. O feirão seguirá até as 20h de domingo.

Renato Franco Zaiden, da Projeto Cidade - empresa responsável pelo planejamento e organização do Feimóveis, que conta com a chancela da Caixa Econômica Federal, parceira âncora -, ressalta que a ideia é levar ao público boas oportunidades de aquisição, alavancando a construção civil e o mercado imobiliário.

"Há imóveis e financiamentos para todas as faixas. Este é o momento de fazer negócio, porque a Caixa baixou a taxa de juros. E a maior parte das principais construtoras e imobiliárias estará no evento", observa Zaiden.

A 1.ª edição do Feimóveis, no ano passado, reuniu 7,3 mil pessoas e movimentou mais de R$ 102 milhões em negócios, com cerca de 700 contratos.

O JC, juntamente com o Bauru Shopping, JCNET, 96FM, Alpha Secure e Lume Light são parceiros do evento.

FINANCIAMENTOS

A Caixa trabalhará com cinco linhas de financiamento: aquisição de terreno e construção; construção em terreno próprio; aquisição de imóveis novos; imóveis usados; e conclusão e ampliação/melhoria dos imóveis que já são de propriedade do cliente.

Para imóveis novos, os financiamentos serão de até 80% do valor, com taxas de juros a partir de 4,5% ao ano. No Minha Casa Minha Vida (MCMV) , o subsídio é de até R$ 42,2 mil para faixa 1 e meio, composta por famílias com renda de até R$ 2,6 mil.

"Os imóveis serão ofertados pelo MCMV nas faixas 1 e meio, 2 e 3. Também teremos linhas de financiamento via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e via FGTS", reforça o superintendente da Caixa em Bauru, Henrique Holtz Júnior.

Já para os imóveis usados, a Caixa ampliou o valor do financiamento permitido, de 50% para 70% do valor do imóvel. Haverá, ainda, a possibilidade de financiamento de imóvel novo para quem já possui propriedade no nome.

Propriedades retomadas pela Caixa também serão comercializadas abaixo do valor de mercado.

VANTAGENS

Uma grande vantagem é que, no evento, as análises de crédito serão feitas de forma mais ágil. "A pessoa fica sabendo ali mesmo qual seu poder de compra. Quem quiser fechar negócio terá descontos atrativos. Por isso, os corretores estão otimistas", comenta Carlos Eduardo Candia, delegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).

Para o diretor regional do Sindicato da Construção Civil (SindusCon), Ricardo Aragão, uma das maiores vantagens do Feimóveis/ Caixa é de concentrar, em um só ambiente, as principais empresas que atuam no setor. "É uma forma de conhecer as melhores ofertas, sejam lançamentos ou imóveis novos prontos em estoque".

A possibilidade de compra diretamente com as construtoras também é elencada como um dos principais benefícios pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). "O setor teve uma pequena melhora, recentemente. As construtoras e incorporadoras têm aceitado valor menor para entrega das chaves. Antes, eles queriam receber até 70% até a data", observa Riad Elia Said, diretor regional do Secovi.

Ivan Mouta, gerente geral do Bauru Shopping, também realça a importância da feira. "Muita gente nos perguntava quando o evento ocorreria novamente, em virtude do sucesso que foi no ano passado".

EXPOSITORAS

Participam do evento como expositoras: Prata Construtora, Ecovita Construtora, Dinâmica Construtora, Vitta Residencial, Bild, MRV Engenharia, RNI, Varanda Empreendimentos, ELO Construções, Maré Construtora, Franzolin Engenharia, Haggi Randi Construtora, Casa e Cia, DAP Negócios Imobiliários, Concreto Imóveis, Bolsa Imobiliária, Residem, Moraes Imobiliária, MFX Imobiliária, Seven, Gilar Imobiliária e Acaj.


Mercado imobiliário sai com sequelas da crise e FGTS é crucial, dizem agentes do setor

(DCI)

O mercado imobiliário está saindo da mais severa crise com sequelas que incluem um déficit habitacional de 7,7 milhões de moradias, disse nesta terça-feira o economista-chefe do sindicato do mercado imobiliário Secovi-SP.

"Estamos assistindo o mercado imobiliário brasileiro sair de sua pior crise e com muitas sequelas", afirmou Celso Petrucci, durante seminário sobre a modernização do credito imobiliário promovido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em São Paulo.

Ele destacou que a habitação de interesse social foi um dos poucos segmentos que resistiu aos efeitos da recessão, com 500 mil a 600 mil unidades entregues por ano via Minha Casa Minha Vida, um programa financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Mas o interesse de outros setores da economia nos recursos do FGTS vem gerando preocupações entre participantes do mercado imobiliário.

"Precisamos coibir os usos propostos para o FGTS que desviam o fundo do propósito definido em sua criação, que é a habitação de interesse social", afirmou a arquiteta e conselheira do conselho curador do fundo, Maria Henriqueta Arantes.

Segundo ela, o FGTS colocou no mercado cerca de 1,236 trilhão de reais entre 2008 e março de 2018.

A Caixa Econômica Federal é o agente operador do FGTS e se encarrega juntamente com o Banco do Brasil das contratações do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV).

"O BB atua como coadjuvante da Caixa em habitação de interesse social", disse o gerente-executivo de crédito imobiliário do BB, Lúcio Bertoni. De acordo com ele, a carteira de crédito imobiliário do banco atualmente soma cerca de 50 bilhões de reais. "Nosso compromisso é fazer 20 por cento do MCMV", acrescentou.

No caso da Caixa, o superintendente nacional da rede executiva e negocial de habitação da instituição, Henrique Marra, observou que está no radar a busca de outras fontes além do FGTS para financiamento de habitação de interesse social.