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Itaú Unibanco entra na disputa e reduz juros para financiar casa própria

(28/05/2018)

(VEJA)

Em uma nova ofensiva no mercado de crédito imobiliário, o Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira, 21, nova redução em suas taxas de juros para o financiamento imobiliário. Para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), a nova taxa será a partir de 8,8% ao ano. Já no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), o porcentual será a partir de 9,3% ao ano. Os novos custos valem a partir desta terça-feira, 22, e variam dependendo do perfil do cliente e do seu relacionamento com o banco.

Depois de a Caixa Econômica Federal anunciar redução de juros em meados de abril, outras instituições financeiras concorrentes também diminuíram seus porcentuais. Ao lado da Caixa, o Itaú Unibanco mantinha as taxas mais altas do mercado, 9% ao ano no SFH.

Agora, com o novo porcentual de 8,8%, o Itaú Unibanco cobra os menores juros. No Bradesco, os porcentuais no SFH partem de 8,85% ao ano; o Santander tem linhas a partir de 8,99% ao ano assim como no Banco do Brasil, que cobra a mesma taxa.

"Com o aumento da confiança dos consumidores, estamos percebendo uma retomada do mercado imobiliário, o que é uma ótima notícia para o para o setor e para o país. Essa nova redução de taxas certamente contribuirá para acelerar esse movimento", afirma Cristiane Magalhães, diretora do Itaú Unibanco. "Viabilizar a aquisição da casa própria é uma forma excelente de estabelecer relacionamentos de longo prazo com quem já é nosso correntista e também com aqueles que desejam se tornar clientes", completa a executiva

No primeiro trimestre deste ano, o saldo total da carteira de crédito do Itaú Unibanco atingiu o patamar de 40 bilhões de reais para crédito imobiliário e o crescimento do volume de financiamentos concedidos foi de 26% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

 

Intenção de investir segue distante do horizonte das pequenas construtoras

(DCI)

Com baixo uso da capacidade instalada, empresários de menor porte dependem de bancos para levantar capital, movimento considerado de alto risco visto a morosidade do mercado imobiliário

A intenção de investir em um futuro próximo está fora do radar de boa parte dos pequenos construtores. Segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários de menor porte são os mais pessimistas com os negócios nos próximos meses.

Segundo a Sondagem Indústria da Construção referente ao mês de maio, a intenção de investir dos pequenos construtores chegou a 31,9 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100. O resultado é 11,2% menor que em abril (35,6 pontos), e fica abaixo dos propósitos de investimentos das grandes empresas (34,6) e em linha com a intenção das médias (31,9).

"O investimento das construtoras pequenas está muito atrelada ao crédito bancário. Em um cenário em que os brasileiros não sentem o efeito da queda da Selic no nível dos juros, a tendência é que ainda haja todo esse receio entre as pequenas e médias", avaliou professor de macroeconomia e especialista em mercado imobiliário, Rubens Fidelis Júnior.

Na avaliação do acadêmico, as pequenas construtoras deverão manter essa postura mais conservadora até o final do próximo ano, com foco nos negócios menores.

"Esse perfil de empresário tem pouca condição de iniciar uma obra de grande porte. As pequenas reformas vão continuar norteando os negócios, elas não exigem um investimento muito alto", contou.

Exemplo disso, a MS Construtora, que atua na Grande São Paulo e Região do ABC, diz que não há planos de contratação de funcionários ou busca por crédito bancário ao longo do ano. "Os negócios estão melhores este ano, mas não o bastante para arriscar lançar novos imóveis", contou Marcelo Sousa, presidente da empresa. A MS, que trabalha com construção de prédios de três andares, lançou só dois empreendimentos ano passado.

"Os prédios foram feitos apenas quando tínhamos pelo menos quatro apartamentos vendidos. Isso nos ajudou a garantir que não houvesse vacância", detalha.

Apesar da baixa intenção de investimento, os construtores se mostram mais otimistas com cenário atual. De acordo com a CNI, as empresas de todos os portes estão com o índice de confiança para os próximos seis meses acima de 50 pontos, o que sinaliza que o período mais grave da crise já tenha passado.

No mês de abril, as grandes empresas se mostraram mais otimistas, com o indicador batendo os 57,9 pontos. As médias, por sua vez, chegaram a 57,3, enquanto as pequenas, mais receosas, ficaram em 55,8 pontos no mês.

Confiança

Quando analisado o indicador como um todo, somando os três portes de empresas em todos os subíndices, a confiança do empresário somou 44,6 pontos, 4,9% menor que o verificado no mês anterior.

O levantamento mostra ainda que, no mês passado, o setor utilizou 60% de sua capacidade de operação, ficando com 40% das máquinas, equipamentos e pessoal parados. O uso da capacidade estava em 47,1 no mês de março.

"O uso baixo da capacidade corrobora para essa baixa intenção de investimento. O mercado imobiliário ainda precisa dar sinais mais fortes de retomada para que o empresário arrisque investir", contou Fidelis Jr.

Na MS Construtora, o nível de capacidade está um pouco maior, em cerca de 55%, mas muito em função de adequações dos últimos anos. "Tivemos que diminuir nosso alcance e reajustar a operação durante a crise", disse Souza. Para o estudo a CNI ouviu 541 empresas de 1º e 14 de maio.