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Udesc refaz o concurso no dia 28

(10/03/2010)

(Diário Catarinense)
O concurso da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) para cargos de técnicos administrativos vai ser feito de novo no dia 28 de março. As provas, feitas em novembro de 2009, foram anuladas depois de denúncias de irregularidades. Só farão a prova os inscritos para o primeiro concurso e que se recadastraram até ontem. Foram 10,3 mil candidatos da primeira vez. Aqueles que não puderem refazer o exame, na nova data, serão ressarcidos. A partir do dia 19 de março SERÁ possível ver no site http://udesc.fepese.ufsc.br se a reinscrição foi aceita e conferir os locais e os horários de prova. A Fundação de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos (Fepese) assumiu o a realização do segundo concurso. Da primeira vez, ele foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Concursos e Provas.

Importação tem mês recorde
A indústria catarinense começou o ano pós-crise com retomada do comércio exterior. Mas no primeiro bimestre, a conta da diferença entre as exportações e as importações, chamada de saldo comercial, fechou US$ 652,7 milhões negativa. Não é pouca coisa. Para ser exato, esse montante representa 76,2% do déficit de todo ano de 2009. O peso extra na balança foi provocado pelo crescimento das importações em fevereiro, que subiram 52,8% em relação ao mesmo período de 2008, e somaram US$ 811,5 milhões, o maior volume da década para um único mês. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc). As exportações também subiram, o que mostra a recuperação da economia catarinense – a base de comparação, o primeiro bimestre de 2009, foi o momento em que a crise atingiu em cheio a indústria brasileira. Mas as vendas para o exterior aumentaram a uma taxa ainda bem mais modesta, de 13,8%, e atingiram US$ 511 milhões. No acumulado o bimestre, os principais países dos quais SC importou são Peru (que cresceu 158,3% no período de comparação), Itália (123,5%), México (122,1%) e Chile (91,9%). A explicação para a disparada das importações não é nova. O real valorizado frente ao dólar é apontado pelo presidente em exercício da Fiesc, Glauco José Côrte, como uma das razões. Reconhecido como grande importador de insumos e matéria-prima, o Estado viu ampliar nos últimos anos, sobretudo em 2009, as importações de manufaturados, o que prejudica a concorrência com os fabricantes locais. Outra razão é o redirecionamento das vendas de países que perderam espaço nas exportações para Europa e EUA, economias em recessão, e buscaram mercados aquecidos, como o Brasil.

Profissionais são contra o ato médico
Profissionais e estudantes da área da saúde participaram de manifestações, ontem, em Florianópolis, Lages e Chapecó contra o Projeto de Lei 268/2002, que altera a regulamentação da profissão de médico. O projeto tramita no Senado. De acordo com os manifestantes, o projeto, conhecido como ato médico, interfere na atuação de outros profissionais da saúde. – Nós somos favoráveis à regulamentação, mas não da forma como está elaborada. Com esse projeto, as pessoas teriam que passar sempre pelo diagnóstico de um médico antes de ser encaminhadas para outros profissionais e a prescrição de medicamentos seria feita exclusivamente por médicos. Para dar um exemplo bem simples, uma enfermeira não poderia aplicar uma vacina sem uma prescrição – disse o presidente do Conselho Regional de Psicologia, Celso Tondin. Outro ponto questionado por Tondin é o trecho do projeto que determina que os serviços da área devem ser chefiados apenas por médicos: – A saúde é essencialmente multiprofissional. Esse projeto, na nossa opinião, fere os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), que preserva o atendimento integral à população. Em Florianópolis, profissionais e estudantes de Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Farmácia, Enfermagem, Serviço Social, Nutrição e Educação Física participaram da passeata. Eles se concentraram no Largo da Alfândega e caminharam por diversas ruas, distribuindo panfletos contra o ato médico.