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UFSC estuda melhor simulador de trânsito
(12/03/2010)
(Diário Catarinense)
Em um futuro próximo, os motoristas brasileiros deverão treinar em simuladores de trânsito antes de pegar a estrada de verdade pela primeira vez. Em maio, entrarão em fase de testes três tipos de equipamento, com diferentes graus de sofisticação, por meio de um convênio entre o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um relatório sobre a eficácia de cada modelo deverá ser apresentado ao governo até julho para orientar a implantação da novidade nas autoescolas do país. Desde 1998, a legislação de trânsito brasileira prevê a utilização de simuladores em Centros de Formação de Condutores (CFCs) para facilitar a formação dos futuros motoristas. Agora, a iniciativa começa a acelerar. No começo do ano, o governo encomendou à UFSC um estudo a fim de estabelecer parâmetros para a instalação do serviço nos CFCs.
Receita apreende carga milionária
Um milhão de dólares em artigos de Dolce & Gabana, Giorgio Armani, BMW, Boss, Lacoste, Versace, Gucci, Prada, Louis Vitton, Cavalli, Just, Vitor Hugo, Jeep, Puma e Nike. Seria o armário de algum milionário ou a coleção outono/inverno de alguma butique? Nada disso. O sonho de consumo de 10 em cada 10 mulheres ficou pelo caminho. A mercadoria estava em um contêiner apreendido ontem pela Receita Federal no Porto de Imbituba, Sul do Estado. Tudo bem. Tudo indica que a mercadoria seja falsificada. Se não fosse, poderia valer até 10 vezes mais. A carga veio da China, e o valor foi estimado pelo delegado da Receita Federal em Santa Catarina, Mário Reifegerste. As milhares de peças de roupas, calçados, bolsas e chaveiros foram compradas por uma empresa da região Norte do Estado, que será investigada pelo crime de falsa declaração de conteúdo em notas fiscais e pela possível falsificação de mercadorias de marcas registradas. As notas fiscais e de exportação do contêiner indicavam apenas o transporte de bolsas e, por isso, ficou claro o crime de falsa declaração de conteúdo.
PM começa a estratégia de combate
O combate à farra do boi já começou no Estado. Em uma reunião, ontem, no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, foram levantadas ideias para evitar que os animais sejam transportados e maltratados. Durante o encontro, foram debatidas, ainda, as formas de atuação, desde os atos de conscientização das populações envolvidas, passando pela restrição ao deslocamento de veículos que levam, irregularmente, os animais, e terminando com as ações repressivas de Polícia Militar, Ministério Público, Cidasc e Associação de Proteção dos Animais. A Polícia Militar já está trabalhando no levantamento dos locais, como fazendas, currais e rotas onde pode ocorrer a prática ilegal e comum nesta época do ano. Helicópteros, lanchas, câmeras panorâmicas e até policiais a paisana serão utilizados durante as operações. O Ministério Público deverá promover ações educativas. Entre elas, estão palestras em escolas litorâneas, principalmente em locais onde a farra do boi é mais frequente, como Governador Celso Ramos e na região Norte da Capital. As estratégias serão definidas com detalhes no dia 18, quando a Cidasc e a polícia se reunirão mais uma vez.
Venda de produtos é proibida
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a distribuição e a comercialização, no Brasil, de lotes de produtos da fábrica de alimentos Ledal Química do Brasil Ltda que apresentaram sibutramina durante uma perícia. A resolução foi publicada ontem no Diário Oficial da União. A Ledal Química, localizada em Goiânia (GO), foi interditada na quarta-feira numa operação conjunta da Anvisa e da Polícia Federal. Investigação realizada pelos dois órgãos identificou a presença de sibutramina – medicamento controlado, utilizado para o tratamento de obesidade – em três produtos: Fibra Regi e Sliminus em cápsulas e Sliminus em comprimidos. Mais de 600 mil comprimidos de alimentos ficaram retidos no local. A interdição da fábrica é valida por 90 dias, prazo em que a empresa poderá apresentar recursos e contraprovas. A empresa pode ser punida com multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Casan volta à gerência e faz rodízio
A Casan deve reassumir na manhã de hoje a gestão da água e esgoto em Chapecó, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A prefeitura havia assumido a administração no dia 24 de dezembro do ano passado. Uma das primeiras medidas anunciadas pela estatal será o rodízio no abastecimento de água, já que o reservatório do Lajeado São José está 20 centímetros abaixo do nível do vertedouro e a Barragem de Guatambu, está com apenas 10% do volume, devido à utilização da água pelos proprietários para geração de energia. O superintendente regional da Casan, Milton Sander, informou que a barragem foi lacrada ontem pela Justiça, para garantir a reserva de água potável. Ele afirmou que há uma liminar que garante a manutenção de 80% do lago para consumo humano, em casos de emergência. O presidente da Casan, Walmor de Luca fará o anúncio de investimentos de R$ 8 milhões no aumento da estação de tratamento, que passará a produzir 600 litros por segundo, contra os atuais 450 litros por segundo. O presidente da estatal será anunciada a retomada da rede de esgoto, com investimento de R$ 22 milhões em 150 quilômetros de rede. Funcionários da estatal e movimentos sociais que defendem a gestão pública da água devem realizar um ato público para marcar a retomada da Casan.
SC quer R$ 15 bi para infraestrutura
O sistema de transporte e logística do Estado precisa de R$ 15 bilhões de investimentos em obras estratégicas até 2023. A projeção é da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e foi defendida ontem, durante reunião sobre o Plano Nacional de Logística e Transporte do Ministério dos Transportes. Segundo o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, que discutiu na federação as prioridades para a Região Sul, a projeção de investimentos em obras de infraestrutura no país até 2023 é de R$ 291 bilhões. A lista de prioridades prevê R$ 5,3 bilhões para o modal rodoviário, R$ 3,3 bilhões ao marítimo, R$ 4,9 bilhões ao ferroviário, R$ 948 milhões ao aéreo, R$ 537 milhões ao dutoviário e R$ 20 milhões ao hidroviário. Na avaliação do primeiro vice-presidente da federação, Glauco José Côrte, Santa Catarina está sendo prejudicada porque as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, no Estado, são feitas em ritmo mais lento que as do Rio Grande do Sul e Paraná.
